segunda-feira, 22 de março de 2010

A Criança em Ruínas, José Luís Peixoto – p.64

o marulhar do teu
silêncio no corpo maciço
do sena
o crescer do teu
abraço de mãe no morno
do peito
e
silêncio
e
a brisa do teu
olhar a brisa que
passa que passa que
fica no puro de ti
a tua brisa de pedra
o sopro suave de pedra
no sacré-coeur de luz
na notre dame de água
o sopro o tudo que
tornas sempre para sempre
e
silêncio
e
uma tela de
manhã no louvre
do teu sorriso

*José Luís Peixoto – A Criança em Ruínas, Quasi
p.64 – o marulhar do teu

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