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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Animações do DVD "25 de Abril, 32 Anos, 32 Perguntas"

Cliquem em cada link
01 -
Tinham medo de Salazar? Até os políticos?
02 - O povo tinha direito a voto ou era obrigado a votar em Salazar?
03 - Antes de 1974 já tinha havido alguma revolução?
04 - Alguém conseguiu fugir do Tarrafal?
05 - O que possibilitou a manutenção de uma ditadura durante 40 anos?
06 -
Que razões levaram a formar a PIDE?
07 - De que modo os programas da rádio eram controlados pela Censura?
08 -
A emigração nos anos 60 foi muita. Porquê?
09 -
Porque é que os rapazes e as raparigas tinham de andar em escolas separadas? Como é que namoravam e conseguiam casar?
10 -
A população portuguesa estava preparada para o 25 de Abril?
11 -
Como é que "os guardas" do 25 de Abril conseguiram planear sem a PIDE os ver?
12 -
Onde é que arranjaram coragem para fazer a revolução e conseguirem derrotar os guardas?
13 -
O Zeca Afonso já tinha as canções preparadas? Ele já sabia que no dia 25 de Abril de 1974 ia haver uma revolução?
14 -
Enquanto preparavam e executavam a revolução, os soldados pensaram na terríveis consequências que podiam sofrer se fossem descobertos e o golpe falhasse?
15 -
Em que condições se entregou Marcelo Caetano?
16 -
Houve mortos durante a revolução?
17 -
Porque é que depois do 25 de Abril, os homens da revolução não pagaram com a mesma moeda?
18 -
Como é que o povo soube que aquele dia era o dia da libertação?
19 -
Nas pontas das espingardas foram colocados cravos vermelhos. Porquê?
20 -
Todas as pessoas estiveram de acordo com este acontecimento histórico?
21 -
25 de Abril é uma revolução popular ou militar?
22 -
Quem foram as pessoas que estiveram a frente do 25 de Abril. Existe alguma coisa a elogiá-las?
23 -
Depois da revolução, o país teve dificuldades em organizar-se políticamente?
24 -
O povo português não teria demasiada liberdade depois de 1974?
25 -
Como é que foi a luta depois do 25 de Abril?
26 -
Que impacto teve o 25 de Abril a nível mundial?
27 -
O que aconteceu às nossas colónias? Como foram libertadas?
28 -
Nos nossos dias, existe alguém que possa adquirir os poderes de Salazar?
29 -
O que torna um regime totalitário absurdo?
30 -
O que mudou em Portugal depois do 25 de Abril?
31 -
O que aconteceu aos presos políticos e aos condenados políticos depois do 25 de Abril?
32 -
Se antigamente as pessoas não tinham liberdade para serem felizes, porque não saiam de Portugal?

domingo, 11 de abril de 2010

Dicas para poupar em despesas rotineiras

Repescado de Jornal Económico

Mais de 20 dicas para cortar 18 mil euros em despesas.

1 - Casa

  • Se deixar de fumar um maço de tabaco por dia, poupará 3,5 euros. Ao final do ano terá amealhado 1277 euros.
  • Se beber menos um café por dia na rua arrecadará 220 euros ao fim de 12 meses.
  • Se em casa substituir as tradicionais lâmpadas de filamentos por outras eficientes poupará 120 euros na conta da electricidade.
  • Ao deixar os seus electrodomésticos, como a televisão, o carregador do telemóvel ou a aparelhagem em ‘stand by' está a consumir energia, o que leva a sua factura anual a crescer 10 euros por ano.
  • Deixar a água a correr no chuveiro ou enquanto lava os dentes implica um agravamento de pelo menos 18 euros anuais na sua conta da água, segundo o simulador de poupança do Saldo Positivo, um site da CGD.
  • Se ao fazer compras mensais no supermercado (no valor médio mensal de 250 euros) e optar pelas marcas brancas, chegará ao final do ano e terá poupado mais de 1050 euros.
  • Corte nos pequenos-almoços ou lanches diários e poupará 730 euros por ano.
  • Um estudo da Deco mostra que a escolha correcta do tarifário de telemóvel resulta numa poupança anual de 100 euros.
  • - Optar por transportes públicos em vez de levar o carro (exemplo de uma pessoa que viva na linha de Sintra, em Lisboa, e gaste 100 euros por mês em gasolina) permite-lhe poupar pelo menos 600 euros.

2 - Automóvel

  • Se está a pensar em comprar carro, os automóveis ‘low cost' podem ser uma opção. Por exemplo, adquirir um Dacia Sandero da Renault, um carro que tem características semelhantes ao Renault Clio, custa 9.690 euros mas pode ir até aos 15.000 euros. Ainda assim, e segundo a Renault, este modelo implica uma poupança que varia entre 3.5000 euros e os 4.0O0 euros face a um modelo equivalente de marca de referência.
  • A escolha do seguro automóvel mais barato também deve ser um factor a ter em conta. As companhias ‘low cost' apresentam prémios mais baixos. Para o exemplo calculado pelo Diário Económico, de uma pessoa com carta há 15 anos que viva na Zona de Lisboa e tenha um automóvel com 1200 de cilindrada há cinco anos, o seguro anual mais barato situava-se nos 102 euros, enquanto o mais caro atingia os 363 euros.
  • Atestar o automóvel com combustível de marca branca também tem impacto na carteira. Segundo o site www.maisgasolina.com, atestar duas vezes por mês o depósito de 40 litros com gasolina sem chumbo 95 implica um custo anual de 1115 euros por ano, caso recorra à marca branca mais barata no distrito de Santarém. Mas o custo dispara para os 1323 euros se atestar o mesmo depósito numa bomba de referência dentro do mesmo distrito.

3 - Lazer

  • Ao optar por viajar para o estrangeiro recorrendo aos serviços de uma companhia aérea ‘low cost' poderá poupar mais de 30%. Por exemplo, para uma viagem a Roma para duas pessoas, com avião e alojamento em hotel de três estrelas em regime de pequeno-almoço, por três noites, pagaria numa transportadora regular 920 euros. Numa companhia ‘low cost' o valor desce para os 692 euros.
  • As refeições fora de casa também pesam no orçamento. Se costuma almoçar ou jantar fora 10 vezes por mês e cortar nestas despesas, estará a poupar mais de 1200 euros por ano.
  • Se gosta de praticar exercício físico mas quiser poupar no ginásio, preferindo fazer actividade física ao ar livre, a poupança anual será de 600 euros.

4 - Impostos

Este ano os contribuintes poderão poupar mais 3.200 euros nos impostos. Aqui ficam apenas algumas das mais importantes despesas que pode apresentar.

  • Educação: Pode apresentar 30% das despesas relacionadas com educação até a um limite de 720 euros.
  • Habitação: Pode deduzir 30% das despesas pagas com juros e amortização de empréstimos à habitação até ao limite de 879 euros.
  • Saúde: Pode entregar 30% das despesas com saúde sem limite de valor, desde que estejam isentas do pagamento de IVA.
  • PPR: Pode deduzir 20% das entregas feitas nestes planos até a um limite máximo de 400 euros, caso tenha menos de 35 anos.

5 - Banca

  • Comissões: Escolher o banco com as comissões mais baratas numa conta à ordem podem fazê-lo poupar vários euros. A diferença das comissões cobradas ao balcão entre o banco mais barato e o mais caro podem superar os 189 euros por ano.
  • 'Spreads:' Se tem um crédito à habitação de 100 mil euros a pagar em 30 anos e com um ‘spread' de 1,2%, se conseguir negociar com o banco uma redução de 0,5% no ‘spread', conseguirá poupar 25 euros por mês, ou 300 euros por ano.
  • Crédito consolidado: Tendo em conta o caso de uma pessoa que pediu ajuda ao gabinete de apoio do sobreendividado e detinha sete créditos diferentes e um encargo mensal de 880 euros, com a consolidação a prestação desceu para os 460 euros. Ou seja, num ano, esta pessoa conseguiu reduzir os encargos com empréstimos em 5.040 euros. Mas atenção, esta solução tem alguns contras e não se adequa a todos os casos.

Ainda " AS FARPAS "de EÇA DE QUEIRÓS*...


«O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»

*Eça de Queirós, em 1871, no primeiro número de "As Farpas"

Realidade Portuguesa

A propósito de um post anterior deste blog "imagens infelizes" onde se pretendeu dar uma imagem daquilo que as pessoas neste momento sentem em Portugal, hoje fui confrontado com mais um artigo com o título sugestivo: "O estado a que chegámos..." de Sandra Monteiro, na edição portuguesa do "Le Monde Diplomatique". E começa assim o artigo:

"«Não foi para isto que se fez o 25 de Abril», afirmou recentemente o ministro da Justiça, Alberto Martins, a propósito das fugas de informação que violam o segredo de justiça. Mas a frase repete-se por aí, dos desabafos entre estranhos nos transportes colectivos às conversas mais ou menos privadas que unem as pessoas para quem a mais forte memória, vivida ou transmitida, de um tempo em que como comunidade nos empenhámos na construção de um futuro de liberdade e justiça social foi, justamente, o 25 de Abril.
O sufoco que se instalou na vida de todos os dias e o aparente bloqueio de qualquer alternativa que possa visar o bem-estar colectivo contrapõe-se hoje à sensação, naquele período experimentada, de abertura de um campo de possibilidades e de expectativas em relação a um futuro que só se imaginava melhor."

e continua...

"No país com maior desigualdade de rendimentos da União Europeia e com níveis assombrosos de pobreza, e até de pobreza laboral, o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) optou por combater o défice reduzindo cegamente os apoios sociais. O sociólogo Pedro Adão e Silva já classificou essa solução como«ideologicamente errada e politicamente preguiçosa», clarificando a escolha de fundo que estava em causa na elaboração do documento: «garantir a sustentabilidade de direitos ou, tomando o PEC à letra, fazer regressar a rede de mínimos sociais à lógica discricionária do passado». O economista José Reis, por seu lado, afirma que «o PEC português tem opções controversas, orientações desequilibradas e consequências injustas e assimétricas», motivo mais do que suficiente para se intensificar o debate sobre as medidas que prevê (ver artigo nesta edição)."

domingo, 4 de abril de 2010

Imagens infelizes

As imagens que se seguem pretendem ilustrar o que as pessoas em Portugal me transmitem: falta visão estratégica, oportunismo, são sempre os mesmo que pagam a conta e claro está a falsa liberdade de expressão... a todos uma grande dose de optimismo e de encorajamento face às dificuldades. A mudança da mentalidade tem de começar algum dia... e talvez comece mesmo dentro de nós, na postura firme assente em valores fortes e na transmissão desses mesmo a outros. ... mas não estou a dizer nada de novo pois não!?





domingo, 21 de março de 2010

A ler: Intervenção do Deputado Carlos Gonçalves na Assembleia da República Portuguesa

Tomei a liberdade de partilhar convosco a seguinte intervenção do Deputado Carlos Gonçalves na Assembleia da República Portuguesa.

Link para o vídeo da intervenção

E este é o link para o vídeo da resposta aos deputados interpelantes.


Texto integral da intervenção:


"Sr. Presidente,

Senhoras e Senhores Deputados,

Nos últimos anos Portugal assistiu a um novo movimento de saída de portugueses para o estrangeiro que só tem comparação com aquilo que aconteceu na segunda metade do século XX e nos anos coloniais com a ida para França, Alemanha, Luxemburgo ou Suíça.

Os números de todos estes nossos compatriotas que optam, hoje, por sair de Portugal são verdadeiramente impressionantes e devem-nos fazer, Senhores Deputados, reflectir.

Devemo-nos mesmo fazer as seguintes perguntas:

Porque saem os portugueses?

O que os leva a procurar outros países para construir o seu futuro deixando a sua terra, os seus amigos, a sua família?

No fundo o que os leva a deixar Portugal?

São as perguntas que devemos colocar para compreender este fenómeno da sociedade portuguesa, a que alguns continuam a tentar chamar de normal movimento de pessoas dentro do espaço europeu e fruto de novas organizações de sociedades a fim de escamotear uma realidade que é, infelizmente, a melhor prova do fracasso da governação do Partido Socialista.

É que Senhores Deputados estamos convictos que todos estes portugueses saem, não por uma verdadeira opção de vida, mas antes por uma real necessidade, já que em Portugal não encontram as oportunidades que lhes permitam garantir a sobrevivência do seu agregado familiar.

É esta a primeira e verdadeira razão para a saída de Portugal, as pessoas necessitam verdadeiramente de emigrar perante um vazio de esperança que encontram aqui.

Ninguém emigra por prazer mas sim por necessidade.

Estes novos emigrantes levantam novos problemas e colocam ao Governo novos desafios que tardam em ser verdadeiramente enfrentados e resolvidos com eficácia. Falo por exemplo das questões relacionadas com a área social, com a integração desses portugueses nas sociedades de acolhimento, das questões relacionadas com o ensino da língua portuguesa ou até com o apoio administrativo de que vão necessitar.

Enfrentar e acompanhar esta problemática seria a actuação acertada de um Governo que tivesse sensibilidade para esta área de governação o que poderia evitar as inúmeras notícias vindas a público na imprensa sobre variados problemas, incidentes e atropelos dos direitos de tantos portugueses que emigram em busca de novas oportunidades.

Sr. Presidente,

Sras. e Srs. Deputados,

Uma outra vertente deste novo movimento migratório que se verifica na sociedade portuguesa é o facto de poderem estar a sair, uma parte importante das pessoas mais dinâmicas e activas do tecido laboral, o que acabará certamente por ter consequências negativas na economia portuguesa. São trabalhadores, muitas vezes qualificados, que não têm outra possibilidade do que ir para o estrangeiro.

Ao mesmo tempo verificamos uma saída de jovens licenciados e de jovens quadros o que não é apenas fruto da evolução da própria mobilidade e da globalização como alguns querem dar a entender, mas são bem mais o espelho de um país que não dá oportunidades aos seus jovens de aqui construírem uma carreira compatível com a sua formação.

Estas são as razões que nos levaram a apresentar este Projecto de Resolução de acompanhamento dos fluxos migratórios cujo primeiro objectivo consiste em trazer esta questão a debate na Assembleia da República e que seja possível nesta câmara encontrar um consenso no sentido que esta questão passe a ser uma prioridade política permanente dos órgãos de soberania, particularmente, do Governo que deverá desenvolver os mecanismos adequados para garantir um permanente conhecimento da evolução deste fenómeno e a consequente defesa dos cidadão envolvidos.

Sr. Presidente

Sras e Srs Deputados.

Quando falamos de comunidades portuguesas um dos temas associados a esta realidade é a necessidade de preservar a difusão da nossa língua e cultura sendo a comunicação social em língua portuguesa um elemento primordial na sua preservação.

Nesta lógica a defesa destes órgãos de informação seria, à partida, a política mais correcta a seguir mas, infelizmente, o Governo tem vindo a optar por uma progressiva atitude de desvalorização deste sector o que vem, claramente, prejudicar a ligação a Portugal dos portugueses que residem no estrangeiro e contrariar aquilo que é dito no próprio Programa de Governo.

Temos mesmo assistido a uma clara diminuição da aposta neste sector tendo a decisão de acabar com o porte pago sido a mais emblemática pelo prejuízo claro em que se traduziu para as comunidades portuguesas.

Posso igualmente referir a total ausência de incentivos técnicos ou de formação aos quadros da comunicação social das comunidades ou a não assunção de serviço público por parte da RTP Internacional.

Mas o melhor sinal desta falta de visão e de sensibilidade para esta área foi o fim do apoio prestado pelo Governo à LUSA exactamente para permitir o funcionamento do serviço comunidades que há anos estava protocolado.

Assim este Projecto Lei tem como objectivo definir o apoio à comunicação social no estrangeiro através da comparticipação do Estado em projectos jornalísticos que valorizem a cidadania e a cultura portuguesa, assegurando a liberdade de expressão e de informação.

Nele estão contidas as modalidades de apoio, as condições específicas de acesso, a avaliação de projectos e, sobretudo, um Registo Nacional dos órgãos de comunicação social em língua portuguesa no estrangeiro.

Como é referido na exposição de motivos do nosso PL é necessário garantir aos portugueses residentes no estrangeiro o acesso a diversos órgão de comunicação a fim de lhes permitir manter o contacto com a realidade das suas terras de origem e com o país em geral.
Estaremos assim Senhores Deputados a contribuir para a defesa de língua e cultura portuguesa e, no fundo, a afirmar Portugal. "

segunda-feira, 8 de março de 2010

O PEC... malfadado tema tão em voga nos próximos anos

Fonte: Diário Económico
Vejam aqui e aqui se fazem o favor.

O PEC em 5 minutos

Conheça aqui as principais medidas apresentadas hoje pelo Governo para controlar as contas públicas até 2013.

DESPESA

  1. TGV ADIADO: construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo são adiadas durante dois anos.
  2. CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.
  3. SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013.
  4. APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.
  5. TECTO MÁXIMO PARA BENEFÍCIOS FISCAIS E DEDUÇÕES: os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar.
  6. CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013.


    RECEITA
  1. NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.
  2. TRIBUTAÇÃO DAS MAIS-VALIAS DA BOLSA: os contribuintes que detenham acções há mais de um ano vão perder a isenção e passar a estar sujeitos a uma taxa de 20%.
  3. PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas.

O PEC português visto pela imprensa estrangeira

Leia aqui como os principais media internacionais descrevem as medidas hoje anunciadas pelo Governo.

Reuters: "O plano de austeridade é a chave para convencer os mercados de que Portugal vai diminuir o seu défice, bem como a dívida. Os investidores estão de olhos postos no país".

Bloomberg: "O governo português está a tentar convencer os investidores que consegue reduzir o seu défice orçamental que é três vezes superior ao limite da União Europeia".

Washington Post: "Portugal anunciou novas medidas de austeridade para evitar uma crise como aquela que está a assombrar a Grécia. Com estas medidas, o Governo pretende convencer os mercados financeiros e outros países da zona euro que Portugal tem as suas finanças em ordem".

El País: "O Governo português apresentou hoje o seu plano de austeridade para reduzir o défice que contempla uma forte redução da despesa e contenção salarial".

The New York Times: "Os cortes na despesa vão representar metade da redução do défice, enquanto o acréscimo de receita irá contribuir com cerca de 15 a 16%. O governo português espera que o crescimento económico faça o resto".

BBC: "Portugal vai tentar cortar o défice das contas públicas de 8,3% para 2,8% do PIB. Antes de o Governo português anunciar o PEC, o director-geral do FMI afirmou ser improvável que Portugal e Espanha sejam contagiados pelo efeito Grécia".

The Wall Street Journal: "O ministro também lembrou que o Governo actual já conseguiu reduzir o défice do país. O Executivo liderado pelo primeiro-ministro socialista José Sócrates entrou em funções em 2005 e conseguiu cortar o défice de 6,1% desse ano para 2,6% em 2007".

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A não perder - Artigo do Mundo Dplomático: Reconfigurações na saúde - sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS)

in pt.mondediplo.com

por Sandra Monteiro

"A lógica é simples. Na doença, as pessoas vêem-se numa situação de extrema fragilidade, uma situação corrosiva para si próprias e para o corpo social. As melhores hipóteses de recuperação do bem-estar dependem da montagem prévia de mecanismos de protecção eficazes, a que todos, sem excepção, tenham acesso. O Estado, através de um contrato social com os cidadãos assente na cobrança de impostos progressivos em troca do fornecimento de serviços públicos adequados às necessidades das populações, organiza a gestão dos recursos, bens e equipamentos que melhor podem garantir a universalidade do acesso e a qualidade destes serviços. Deste modo, o financiamento do serviço prestado é feito em função dos rendimentos de cada um, e não do seu estado de saúde, para que, em contrapartida e sempre que necessário, os cuidados de saúde recebidos dependam apenas do estado de saúde de cada um, e nunca do seu nível de rendimentos. É esta a lógica do Serviço Nacional de Saúde (SNS)."

Eu não sabia...

Luxemburgo: Com a queda de neve, lei obriga moradores a limpar passeios

do Jornal CONTACTO - O Blogue

A não perder - Entrevista

a propósito do trabalho das doenças mentais e dos suicídios!!...
deixo uma breve citação: "...Não há “trabalho vivo” sem sofrimento, sem afecto, sem envolvimento pessoal, explicou. É o sofrimento que mobiliza a inteligência e guia a intuição no trabalho, que permite chegar à solução que se procura. ..."

"... O que é que mudou nas empresas?
A organização do trabalho. Para nós, clínicos, o que mudou foram principalmente três coisas: a introdução de novos métodos de avaliação do trabalho, em particular a avaliação individual do desempenho; a introdução de técnicas ligadas à chamada “qualidade total”; e o outsourcing, que tornou o trabalho mais precário. ..."

in publico.pt.

Entrevista a Christophe de Dejours

"Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"

01.02.2010 - 10:14 Por Ana Gerschenfeld

Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Problema Mário Crespo... apanhado do Blog "Corta Fitas"

Publicados por Rui Crull Tabosa

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (I) - link do post

"No Partido Socialista há gente seguramente preparada governar e começar a recuperar o clima de confiança e respeito pelos executivos nacionais que Sócrates e Cavaco arruinaram. Substituir Sócrates é já um dever."

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (II) - link do post

"A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes."

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (III) - link do post

"O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil."

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (IV)- link do post

"Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios."


Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (V) - link do post

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal."

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (VI) - link do post

«Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (VII) - link do post

"Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.

Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (VIII) - link do post

"Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A ler antes que seja censurado ou desapareça: O artigo de opinião de Mário Crespo

in publico.pt (até ver)

O artigo de opinião de Mário Crespo

01.02.2010 - 14:21


Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.

Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Post #500: e para comemorar... "quem se lixa é o mexilhão"

Ler tudo
in economico.sapo.pt

Empréstimos

Conseguir crédito junto dos bancos é cada vez mais difícil

Alexandra Brito
30/01/10 00:05


O Banco de Portugal mostra que as instituições de crédito continuam a subir os ‘spreads’ e a diminuir os montantes emprestados.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Hayek vs Keynes e uma introdução ao Neo-Liberalismo

Roubado aqui:



Neo Liberalismo, por Dag Einar Thorsen and Amund Lie, in "What is Neoliberalism?"

Neoliberalism is, as we see it, a loosely demarcated set of political beliefs which most prominently and prototypically include the conviction that the only legitimate purpose of the state is to safeguard individual, especially commercial, liberty, as well as strong private property rights (cf. especially Mises 1962; Nozick 1974; Hayek 1979). This conviction usually issues, in turn, in a belief that the state ought to be minimal or at least drastically reduced in strength and size, and that any transgression by the state beyond its sole legitimate purpose is unacceptable (ibid.). These beliefs could apply to the international level as well, where a system of free markets and free trade ought to be implemented as well; the only acceptable reason for regulating international trade is to safeguard the same kind of commercial liberty and the same kinds of strong property rights which ought to be realised on a national level (Norberg 2001; Friedman 2006).

Neoliberalism generally also includes the belief that freely adopted market mechanisms is the optimal way of organising all exchanges of goods and services (Friedman 1962; 1980; Norberg 2001). Free markets and free trade will, it is believed, set free the creative potential and the entrepreneurial spirit which is built into the spontaneous order of any human society, and thereby lead to more individual liberty and well-being, and a more efficient allocation of resources (Hayek 1973; Rothbard [1962/1970] 2004).

Neoliberalism could also include a perspective on moral virtue: the good and virtuous person is one who is able to access the relevant markets and function as a competent actor in these markets. He or she is willing to accept the risks associated with participating in free markets, and to adapt to rapid changes arising from such participation (Friedman 1980). Individuals are also seen as being solely responsible for the consequences of the choices and decisions they freely make: instances of inequality and glaring social injustice are morally acceptable, at least to the degree in which they could be seen as the result of freely made decisions (Nozick 1974; Hayek 1976). If a person demands that the state should regulate the market or make reparations to the unfortunate who has been caught at the losing end of a freely initiated market transaction, this is viewed as an indication that the person in question is morally depraved and underdeveloped, and scarcely different from a proponent of a totalitarian state (Mises 1962).
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