Eventos no Luxemburgo, e outros temas de interesse tais como o FCP... de tudo um pouco se trata neste arrabalde. A palavra burgo ingressou na nossa língua no final do século XI, com o significado de subúrbio ou arrabalde... para mim começou a ter significado em agosto de 2006, mas não significa que seja um burgo de luxo.
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domingo, 28 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
A ler: Crónica: Os portugueses no Luxemburgo, história e memória...
Crónica: Os portugueses no Luxemburgo, história e memória...
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"Os Portugueses representam, hoje, a maior comunidade de estrangeiros residentes no Grão-Ducado. ..."
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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Maria Januário (rubrica de civilização, cultura e língua luxemburguesas, publicada na segunda e na quarta semana de cada mês; Próxima publicação: a 10 de Fevereiro)
Crónica: Eugène Ruppert, um luxemburguês na China
do Jornal CONTACTO - O Blogue de CONTACTOMaria Januário (rubrica de civilização, cultura e língua luxemburguesas, publicada na segunda e na quarta semana de cada mês; Próxima publicação: a 10 de Fevereiro)
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domingo, 29 de novembro de 2009
Crónica luxemburguesa - Jornal Contacto
Crónica luxemburguesa: Há festa na aldeia! ('t ass Kiirmes am Duerf)
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As típicas salsichas grelhadas (que já não podem ser denominadas "Thüringer", porque as "verdadeiras Thüringer" vêm da região alemã da Turingia e só ali é que esse nome lhes pode ser dado), são o petisco ideal para acompanhar a cervejinha da praxe numa verdadeira festa luxemburguesa Foto: Serge Waldbillig
Vamos, pois, tentar perceber (probéieren ze verstoen) qual é a origem de todas (vun all) essas festas (deene Fester) pelo Luxemburgo fora, em que de Norte (Norden) a Sul (Süden) e de Este (Osten) a Oeste (Westen), as bandas de música percorrem as ruas (ginn duerch d’Stroossen) tocando a marcha dos carneiros (Hämmelsmarsch*) uma melodia tradicional e de circunstância e onde (a wou) no largo da igreja uns pequenos carrosséis e umas barraquinhas com jogos (mat Spiller) fazem (maachen) a alegria (d’Freed) das criancinhas (kleng Kanner; Kënnercher) . Outros stands com (mat) as típicas salsichas grelhadas (gegrillt) (que já não podem ser denominadas "Thüringer", porque (well) as "verdadeiras Thüringer" vêm da região (kommen aus der Regioun) alemã da Turingia e que só ali (an dat nëmmen do) é que esse nome lhes pode ser dado), são o petisco ideal para acompanhar a cervejinha (Béierchen) da praxe.
Pois bem, o termo "Kiirmes" tem origem nas palavras Kierch (igreja) e Mass (missa). Trata-se, pois, de uma tradição de cariz religioso que tem por origem o dia (den Dag) em que as igrejas foram consagradas e colocadas sob a protecção de um santo (helleg) . Obviamente (natiirlech) , esse acontecimento (Ereegnes) foi definido como dia de festa, tendo daí (vun do) surgido o costume de festejar essa consagração no Domingo (Sonndeg) a seguir (nom) ao dia do santo padroeiro. Assim, a localidade cuja igreja foi consagrada a S.João tem a sua festa no Domingo a seguir ao dia de S. João (Gehaansdag) e a aldeia cuja igreja está sob a protecção de S. Martinho, tem a sua "Kiirmes" no Domingo a seguir ao dia de S. Martinho (Mäertesdag) . No decorrer dos tempos (am Laf vun der Zäit) esta tradição religiosa foi-se perdendo a pouco e pouco (lues a lues) e o que, no início, era a festa da "Missa da Igreja" tornou-se numa festa que nada tem a ver (déi guer näischt ze dinn huet) com a sua origem religiosa.
Aliás (iwregens) , a nossa palavra "quermesse" tem exactamente (huet genau) a mesma origem, neste caso (an dësem Fall), vinda das palavras flamengas "Kerk" (igreja) e "Mis" (missa). Tal (esou) como a maior parte (ewéi déi meescht) das tradições que se confundem emocionalmente com as próprias pessoas, esta tradição da "Kiirmes" atravessou o Atlântico com (mat) os 70.000 luxemburgueses (Lëtzebuerger), (um quinto da população do Grão-Ducado !) que (déi) , entre (zwëschen) 1870 e 1930, rumaram em direcção aos Estados Unidos (Vereenegt Staaten) em busca de uma vida melhor – tal como nós (esou wéi mir) o fizemos até ao Luxemburgo há 40 anos atrás (viru véierzeg Joer) .
As dificuldades (d’Schwiergkeeten) de adaptação à vida num outro continente, as privações e as saudades do país (Land), fizeram, durante (während) dezenas de anos, renascer lá longe, em terras americanas, esta tão genuína "Kiirmes am Duerf" luxemburguesa. E foi assim que, durante duas ou três (zwou oder dräi) gerações, essas famílias se reuniram para festejar (fir ze feieren) as festas do seu torrão natal. E, até os Jhang (João) luxemburgueses terem passado a chamar-se "John" e os Wilhelm se terem transformado em "William" e que dos Jakob tenham surgido os "Jack", o dia das quermesses de Bascharage (Nidderkäerjeng) , de Wiltz (Woltz), de Koerich (Käerch) ou de Heffingen (Hiefenech) foram sempre celebrados com pompa e circunstância do outro lado (aner Säit) do Atlântico (vum Atlantik) .
Aos descendentes (Nokommen) desses pioneiros luxemburgueses que já não (net méi) falam (schwätzen) a língua (d’Sprooch) dos antepassados, nem conhecem (a net kennen) a maior parte das suas tradições, restam-lhes (bleift hinnen) apenas (nëmmen) as fotografias (d’Fotoen) "dessas festas antigas dos avós (Grousselteren) " e os arquivos históricos dessa imigração onde (wou) podem ler (kënne liesen) que, por exemplo (zum Beispiel) , em Adrian, no estado americano de Minesota, os luxemburgueses de Kehlen (Kielen) celebraram a "Kiirmes" a 24 de Novembro de 1903.
Mas, em Chicago, a "Schueberfouer" continua ainda (nach) a ser festejada pela "Confraria dos Luxemburgueses da América" cuja associação genealógica tem vindo a manter essa tradição que se impôs como uma festa local ligada à festa das colheitas.
(*) Não se sabe ao certo qual é a origem desta melodia, mas parece ser uma reminiscência da música dos carrilhões do palácio do Conde de Mansfeld, situado em Clausen. A história dos carneiros remonta ao século XVII quando, na Schueberfouer, os membros da Confraria de S. Sebastião ganharam um carneiro ao jogo das quilhas. Foi, pois, com alegria que, ao som da música, formaram um cortejo passeando o carneiro pelas ruas da cidade. Ainda hoje a abertura da "Schueberfouer" conta com a presença dos ditos bichinhos que trazem ao pescoço fitas azuis e vermelhas. Nas aldeias, a "Marcha dos carneiros" é simplesmente tocada pela fanfarra que, de porta em porta, vai fazer o peditório. Se o donativo atingir um certo montante, os músicos oferecem uma melodia suplementar, a chamada "Tusch".
Maria Januário
(Rubrica de civilização, cultura e língua luxemburguesas, publicada na segunda e na quarta semana de cada mês; Próxima publicação a 8 de Dezembro)
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Crónica luxemburguesa: A pedra do diabo e a donzela do Vale do Moleiro
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Em tempos recuados, quando ainda (nach) não havia Internet, nem jogos (Spiller) electrónicos, nem sequer (mol net) electricidade, inventavam-se histórias (Geschichten) e lendas (Seechen) para (fir) alimentar a imaginação dos homens (Mënschen) e até mesmo para justificar certos "mistérios" sobre curiosidades da natureza (Natur) para as quais não havia explicação, nem conhecimentos apropriados que pudessem resolver tais questões (Froen) .Assim (esou) , uma lenda do vale do Mosela atravessou os séculos e chegou até (bis) nós para percebermos (verstoen) o porquê (firwat) de umas pedras (Steng) enormes que se encontram espalhadas pela colina (Hiwwel) de Grevenmacher (Gréiwemaacher) ...
Já lá vai muito tempo que, entre (zwëschen) Grevenmacher e Manternach existiu um grande (grouss) bloco monolítico cuja origem, ali (do) , naquele (op däer) sítio (Plaz) , gerou muitas perguntas (Froen) . No decorrer dos anos (Joeren) essa pedra fragmentou-se em vários blocos e com o decorrer do tempo, o sol (d’Sonn) e a chuva (de Reen) , deixaram nelas marcas gravadas, tal como se fossem pegadas de animais (Déieren) . Assim começou a história da pedra do Diabo (Däiwel) ... Pois bem, o maligno ouviu dizer (soen) que em Trier iam construir (bauen) uma (eng) grande torre (Tuerm) , um miradouro, que lhe seria inteiramente (ganz) consagrado. É certo (secher) que, tal facto, só o podia enaltecer. Desejando contribuir pessoalmente (perséinlech) para a dita obra de arte (Konschtwierk) que lhe iam erigir, veio-lhe à ideia levar (matbréngen) para lá uma enorme pedra, que fosse muito bonita (ganz schéin) e que pudesse servir de pedra de fundação desse seu grandioso monumento. Não lhe foi difícil (et wor him net schwéier) encontrar (fannen) a pedra mais bonita que havia – ele sabe tudo (hie weess alles) – e, com ela às costas, lá foi a caminho de Trier (Tréier) . Ao chegar a Grevenmacher, um viajante perguntou-lhe porque transportava carregamento tão pesado. Ao ouvir (héieren) a razão (de Grond) o homem explicou-lhe que o tinham enganado, que o que estavam a começar (ufänken) a construir em Trier não era nenhum (keen) miradouro, nem monumento algum em sua honra, mas sim a catedral daquela cidade (Stad) . Calcule-se como o diabo ficou... Zangado, e cheio de raiva, subiu ao outeiro da cidade, deitou o bloco de pedra ao chão e com um ódio tremendo para com os humanos dançou a noite (d’Nuecht) inteira sobre aquelas "malditas" pedras (Steng) . Assim, eis a razão pela qual, ainda hoje (nach haut) se podem lá ver gravadas as pegadas do diabo...
Em (am) Müllerthal (Mëllerdall = vale do moleiro) a donzela Griselinde vivia no seu castelo (Schlass) em companhia da fada (Fee) "Harmónica" que lhe tinha ensinado não só (net nëmmen) a cantar (sangen) melodias maravilhosas (wonnerschéin) , mas (awer) que também (och) lhe tinha dado um poder mágico: a magia da sua voz (Stëmm) transformava em pedra todos aqueles (all déi) que ficassem indiferentes ao encanto das suas melopeias. Esta era a melhor maneira de encontrar o verdadeiro "príncipe encantado" que mereceria a sua beleza (Schéinheet) e os seus dons excepcionais. Foi assim (et wor esou) , que dezenas de nobres cavaleiros, indiferentes a uma voz tão bela, foram transformados em rochas e penedos, que hoje podemos (kënnen) ver (gesinn) espalhados pelo bosque (Bësch) de Müllerthal! Mas um dia, o cavaleiro de Folkendange ao passar por ali, ficou subjugado com um canto que provinha lá de cima do castelo. E (an) , não resistindo a tão lindo trinado, decidiu trepar por um rochedo para ir ver (fir kucken ze goen) quem entoava melodia tão bela. Só que, coitado (den aarmen) , com a sua armadura e a sua espada (Schwäert) tão pesada (schwéier) , não lhe foi possível (et wor him net méiglech) chegar lá acima – desiquilibrou-se e caiu numa falha profunda (déif) entre dois (zwee) enormes rochedos. Foi então que os gemidos do pobre cavaleiro, moribundo (am Stierwen) , no fundo do abismo, chegaram aos ouvidos da nobre donzela. Ela e os seus súbditos logo acorreram, tentando ver de onde vinham gemidos tão lancinantes. Chegando junto ao precipício e, ao ver o nobre cavaleiro, de quem logo se apaixonou, Grieselinde não conseguiu resistir a tão grande desgosto e sofrimento, vindo a falecer (stierwen) uns (e puer) dias (Deeg) depois (duerno) . E é assim que, desde (zënter) esse (deen) dia (Dag) , e logo que a Primavera (Fréijoer) chega, a donzela Grieselinde volta ao castelo onde (wou) não pôde ser feliz (glécklech) com o seu nobre cavaleiro (Ritter) para ali (do) entoar uma das suas sempre lindas melodias.
Maria Januário
(Rubrica de civilização, cultura e língua luxemburguesas, publicada na segunda e na quarta semana de cada mês na edição papel do jornal CONTACTO)
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Crónica luxemburguesa: "Muhlenbach" - as sete fontes do moinho do riacho
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Quando (Wann) hoje passamos por Muhlenbach (Millebach; Millen = moinho; Baach = riacho) é (ass) difícil (schwéier) imaginar o que foi aquele (deen) vale da capital em tempos mais recuados.No local onde (wou) hoje se encontram as instalações da fábrica de faianças Villeroy & Boch existia um moinho (eng Millen) que acabou por dar (ginn) o nome (Numm) ao bairro que hoje conhecemos (kennen) .
Conta a lenda que a certa altura o caudal do riacho era tão fraco que o moinho estava parado uma grande parte do tempo, ocasionando assim grandes dificuldades ao pobre (aarm) moleiro que ali vivia com a mulher (Fra) , a filha (Duechter) e um aprendiz (Léierjong) .
Maria, filha única (eenzeg) do moleiro, bonita (schéin) e esperta, apaixonou-se pelo jovem moleirinho. Ele, rapaz inteligente e atractivo, a quem chamavam Blondin, concerteza (ganz bestëmmt) devido à sua cabeleira farta e loura, também (och) se apercebeu que a filha do seu mestre (Meeschter) não lhe era nada (guer net) indiferente... Assim, quando ela fez 18 anos (uechtzéng Joer) , Blondin pediu a mão da sua apaixonada ao moleiro. Só que, sem (ouni) outra (eng aner) explicação, o moleiro respondeu-lhe "sem (ouni) água (Wasser) e sem grão (Kär), o moinho pára". O pobre rapaz, embora esperto para o ofício (Beruff) , não entendeu o que o moleiro quis dizer e alguns tempos mais tarde voltou a pedir (froen) a menina (d’Meedchen) em casamento. Mas, a resposta (d’Äntwert) do moleiro de Millebach foi, mais uma vez (nach eng Kéier) , exactamente (genau), a mesma (d’selwecht) , e o pobre Blondin ficou sem saber o que o patrão queria (wollt) dizer (soen) com aquela frase (Saz) .
Se bem que a resposta não desse a entender uma aceitação do pedido de casamento, também não lhe parecia que se tratasse de uma recusa sem apelo. Aliás, como poderia tal acontecer? Era jovem (jonk) , belo, bem feito, honesto (éierlech) , não tinha defeitos de maior, tirando unicamente o facto de ser pobre, tão pobre como o pobre do seu patrão. Ora isso não podia ser uma razão para lhe recusar a mão (d’Hand) da filha. E, além do mais, o mestre-moleiro continuava a depositar-lhe inteira confiança, parecendo mesmo que tinha por ele uma certa afeição. Não encontrando explicação exacta para aquela recusa, decidiu ir consultar uma bruxa (Hex) contando-lhe o que pretendia e explicando a resposta que lhe tinha sido dada.
"Fácil (einfach) , respondeu a bruxa, o que o moleiro quer (wëllt) dizer é que sem água, não há hipótese de fazer mover o moinho nem de ganhar (verdéngen) dinheiro (Suen) para sustentar a família (d’Famill) e, não havendo água, os lavradores (d’Baueren) não trazem nem trigo (de Weess) nem milho (Mais) para moer (muelen) . Se (Wann) tu queres casar (bestueden) com Maria, tens de provar que a podes sustentar e que para isso és capaz de fazer chegar mais água ao riacho que faz funcionar o moinho". Como o rapaz (de Jong) não sabia (wousst net) muito bem (ganz gutt) como resolver a situação, logo a bruxa lhe propôs os serviços de um mágico que o podia (konnt) ajudar (hëllefen) – só era preciso que ele voltasse à meia-noite (Mëtternuecht) com um galo (en Hunn) preto (schwaarz) . E foi assim que o moleirinho lá foi ao encontro marcado. Só que logo se apercebeu que o dito mágico era, nem mais (net méi) nem menos (net manner) , que o diabo (den Däiwel) disfarçado. E, como em todas as histórias, o maligno quis fazer negócio em seu próprio (eegen) proveito. Ao princípio (am Ufank), o rapaz não quis ceder, mas, como estava tão apaixonado pela Maria Moleirinha, acabou por aceitar o que Satanás lhe propunha, isto é (dat heescht) , desviar para ali as águas que os ferreiros de Beaufort (Befert) utilizavam para fabricar as armas (Waffen) dos soldados (Zaldoten) . E (an) foi assim (et wor esou) que lhe prometeu reconhecimento eterno e a consagração do seu (vu sengem) primeiro (éischten) filho. No dia a seguir (duerno) , a água jorrou de sete (siwen) grandes tubos que apareceram a montante do moinho, ficando este logo prontinho a funcionar. A notícia (d’Neiegkeet) correu veloz (schnell) e de toda a parte veio gente carregada de sacos e sacos de cereais (Fruucht) para moer. Mais tarde (méi spéit) , soube-se que em Beaufort já não se faziam armas de qualquer espécie porque o riacho de lá tinha secado.
Quanto ao nosso moleirinho, inteligente como era, não quis de forma alguma manter a promessa feita ao diabo – o amor (d’Léift) que tinha por Maria, esse sim, era eternamente puro e não podia de forma alguma enviar os seus filhos para o Inferno (an d’Häll) . Deste modo, vendo assegurado o futuro (d’Zukunft) da sua amada, decidiu ficar solteiro (Jonggesell) e partiu, contente, para terras longínquas em busca de trabalho (Aarbecht) . E é assim que aquele sítio, ali (do) em Muhlenbach (op der Millebach) passou a chamar-se Sete Fontes (Septfontaines = Siwebueren) . Afinal, o moleirinho foi mais esperto do que o diabo!
Maria Januário
(Rubrica de civilização, cultura e língua luxemburguesas, publicada na segunda e na quarta semana de cada mês na edição papel do jornal CONTACTO)
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