Eventos no Luxemburgo, e outros temas de interesse tais como o FCP... de tudo um pouco se trata neste arrabalde. A palavra burgo ingressou na nossa língua no final do século XI, com o significado de subúrbio ou arrabalde... para mim começou a ter significado em agosto de 2006, mas não significa que seja um burgo de luxo.
sábado, 13 de março de 2010
Importante, a ler: Quartos nos cafés preocupam deputados luxemburgueses
Os deputados discutiram o assunto com o ministro da Habitação, Marco Schank, na semana passada. Os deputados querem reforçar a fiscalização nos cafés e encontrar soluções para a penúria de alojamentos a baixo custo, que obriga muitos imigrantes a viver em condições insalubres.
Há um ano, o CONTACTO já dava conta do problema. Nessa altura, as autarquias de Esch e Differdange abriram caça aos cafés que alugam quartos insalubres. Por cima dos estabelecimentos, a maioria explorados por portugueses, as autoridades descobriram condições de tirar o sono. Em Differdange, havia 17 pessoas a partilhar uma só sanita e duche, e quartos com 1,5 m de altura. Em Esch, a autarquia teme uma tragédia.
A maioria dos cerca de mil hóspedes nestas condições são portugueses recém-chegados ao Luxemburgo a trabalhar na construção: pagam entre 300 a 650 euros para dormir num quarto com mais duas a quatro pessoas, com ou sem alimentação. 'É um caso de exploração de portugueses por portugueses', acusava na altura Roberto Traversini, vereador para os Assuntos Sociais de Differdange.
'Eles vêm para cá e não conhecem ninguém, não falam a língua, têm medo da Polícia, e acabam a viver em condições miseráveis'.
O edil iniciou há dois anos uma campanha de fiscalização dos cafés que alugam quartos – a maioria, garante, explorados por portugueses –, e o que descobriu chocou-o.
'Havia um local com 17 pessoas e uma só sanita e duche. Tinham umas águas-furtadas com 1,5 m de altura onde viviam duas pessoas. E não era dos sítios piores, porque pelo menos era relativamente limpo', contou ao CONTACTO.
O 'pior' dos 32 estabelecimentos fiscalizados pela autarquia, entre os 34 cafés registados, era um antigo cabeleireiro convertido em dormitório pelo proprietário do café ao lado – um 'corredor de 12 metros por 2,5 com tabiques a cada dois metros', sem janelas. Os dez 'quartos' assim formados duplicavam de capacidade com beliches, ao preço de 350 euros por cama. A viver entre dois tabiques, as autoridades encontraram uma grávida de oito meses e o companheiro, ambos portugueses.
'Fechámos imediatamente o local e encontrámos um estúdio para o casal', conta o vereador. Noutro café, 'uma família portuguesa de três pessoas, um casal com um bebé de três meses, estava a viver num quarto de 9,5 m2, e há duas ou três semanas que não tinham água quente'. A maioria dos 440 hóspedes a viver por cima dos cafés de Differdange são 'imigrantes portugueses que trabalham no sector da construção', garante o vereador, tal como os 550 habitantes dos cafés em Esch-sur-Alzette, a segunda maior cidade do país e uma das que conta com maior percentagem de portugueses (32,7 %).
'Há alguns luxemburgueses e africanos, mas a maioria dos hóspedes são portugueses com contratos temporários nas empresas de construção', disse na altura ao CONTACTO a vereadora dos Assuntos Sociais de Esch, Vera Spautz.
'Encontrámos de tudo: insalubridade, problemas de higiene e de segurança', denunciou Vera Spautz, que iniciou a campanha de fiscalização há cerca de dois anos nos 55 cafés de Esch que arrendam quartos. 'Em três ou quatro cafés, eram casas que deviam ser terraplanadas e reconstruídas, tal era a falta de segurança. Tremo de pensar no que poderá acontecer um dia se houver um incêndio: seria uma tragédia. Não podemos continuar a fechar os olhos'.
Mas se as autarquias do Sul do país não fecham os olhos às más condições deste tipo de pensões, têm recusado até agora encerrar os dormitórios por cima dos cafés, por falta de alternativas para as centenas de imigrantes a receber salário mínimo que ali encontram um tecto a preços do tamanho da bolsa.
'A verdade, é preciso dizê-lo, é que estes problemas existem devido à penúria da habitação, sobretudo no sector do arrendamento, onde as rendas são desmesuradamente elevadas', admitiu na altura a vereadora socialista. E as alternativas sociais são insuficientes. 'Esch-sur-Alzette dispõe de 440 alojamentos sociais, mas temos uma lista de espera de 400 famílias, e a procura não pára de aumentar'.
Em Differdange, o dilema é o mesmo. 'Não queremos fechar os cafés nem pôr ninguém na rua, até porque não temos alternativas suficientes a nível de alojamento social', disse ao CONTACTO o vereador de Differdange.
À passagem dos inspectores sanitários, os proprietários são notificados para melhorar as infra-estruturas dos estabelecimentos, sob a ameaça de encerramento ou processo de contravenção.
A maioria dos cafés são propriedade das grandes cervejarias nacionais ('brasseries'), a quem os comerciantes que exploram os cafés pagam renda. Sem o 'comércio do sono', muitos teriam de fechar portas, afirma Roberto Traversini.
Texto: Paula Telo Alves
Foto: Paulo Lobo
O que fazer no Luxemburgo #034 - semana 10 & 11 de 2010
- 28-03-2010 - magnetic spring session: Phoenix - Indie Pop
- 07-05-2010 - LCD Soundsystem - Punk / Funk
- 23-06-2010 - The Temper Trap - Indie / Rock
- 16-04-2010 - -M- - Rock / Pop
- 02-06-2010 - Sara Tavares (20h)
- 04-06-2010 - Puppini Sisters (20h00)
- 10-06-2010 - Raquel Barreira (20h30)
segunda-feira, 8 de março de 2010
O PEC... malfadado tema tão em voga nos próximos anos
Vejam aqui e aqui se fazem o favor.
O PEC em 5 minutos
Conheça aqui as principais medidas apresentadas hoje pelo Governo para controlar as contas públicas até 2013.DESPESA
- TGV ADIADO: construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo são adiadas durante dois anos.
- CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.
- SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013.
- APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.
- TECTO MÁXIMO PARA BENEFÍCIOS FISCAIS E DEDUÇÕES: os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar.
- CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013.
RECEITA
- NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.
- TRIBUTAÇÃO DAS MAIS-VALIAS DA BOLSA: os contribuintes que detenham acções há mais de um ano vão perder a isenção e passar a estar sujeitos a uma taxa de 20%.
- PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas.
O PEC português visto pela imprensa estrangeira
Leia aqui como os principais media internacionais descrevem as medidas hoje anunciadas pelo Governo.Reuters: "O plano de austeridade é a chave para convencer os mercados de que Portugal vai diminuir o seu défice, bem como a dívida. Os investidores estão de olhos postos no país".
Bloomberg: "O governo português está a tentar convencer os investidores que consegue reduzir o seu défice orçamental que é três vezes superior ao limite da União Europeia".
Washington Post: "Portugal anunciou novas medidas de austeridade para evitar uma crise como aquela que está a assombrar a Grécia. Com estas medidas, o Governo pretende convencer os mercados financeiros e outros países da zona euro que Portugal tem as suas finanças em ordem".
El País: "O Governo português apresentou hoje o seu plano de austeridade para reduzir o défice que contempla uma forte redução da despesa e contenção salarial".
The New York Times: "Os cortes na despesa vão representar metade da redução do défice, enquanto o acréscimo de receita irá contribuir com cerca de 15 a 16%. O governo português espera que o crescimento económico faça o resto".
BBC: "Portugal vai tentar cortar o défice das contas públicas de 8,3% para 2,8% do PIB. Antes de o Governo português anunciar o PEC, o director-geral do FMI afirmou ser improvável que Portugal e Espanha sejam contagiados pelo efeito Grécia".
The Wall Street Journal: "O ministro também lembrou que o Governo actual já conseguiu reduzir o défice do país. O Executivo liderado pelo primeiro-ministro socialista José Sócrates entrou em funções em 2005 e conseguiu cortar o défice de 6,1% desse ano para 2,6% em 2007".
Novidades em Monte Trigo

Monte do Trigo volta a golear no derby...
do GRUPO DESPORTIVO DE MONTE DO TRIGO de Luciano Paixão8º - Escouralense - 19 (-1J)
A Criança em Ruínas, José Luís Peixoto – p.58
e misturamo-nos como brisas e
silêncios e digo tenho aquela que
me vê e ela olha-me e tudo o
que somos é uma partilha uma
mistura e digo diz aquela que
tenho beija-me num olhar e num
silêncio que não posso dizer
*José Luís Peixoto – A Criança em Ruínas, Quasi
p.58 – tenho aquela que me olha e que olho
domingo, 7 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
O que fazer no Luxemburgo #033 - semana 9 & 10 de 2010
- 28-03-2010 - magnetic spring session: Phoenix - Indie Pop
- 07-05-2010 - LCD Soundsystem - Punk / Funk
- 23-06-2010 - The Temper Trap - Indie / Rock
- 16-04-2010 - -M- - Rock / Pop
- 02-06-2010 - Sara Tavares (20h)
- 04-06-2010 - Puppini Sisters (20h00)
- 10-06-2010 - Raquel Barreira (20h30)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Novidades em Monte Trigo

Monte do Trigo perde em Viana
do GRUPO DESPORTIVO DE MONTE DO TRIGO de Luciano PaixãoA Criança em Ruínas, José Luís Peixoto – p.57
sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
eu sei exactamente o que é o amor, o amor é saber
que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.
o amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte
de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos.
o amor é ter medo e querer morrer.
*José Luís Peixoto – A Criança em Ruínas, Quasi
p.57 – fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre



