Eventos no Luxemburgo, e outros temas de interesse tais como o FCP... de tudo um pouco se trata neste arrabalde. A palavra burgo ingressou na nossa língua no final do século XI, com o significado de subúrbio ou arrabalde... para mim começou a ter significado em agosto de 2006, mas não significa que seja um burgo de luxo.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A Criança em Ruínas, José Luís Peixoto – p.41
e magias recortadas dos sonhos que acontecem naturalmente.
eu sou a cama onde me deito, todas as noites diferente,
eu sou o sorriso estridente dos pássaros no céu todo,
eu sou o mar, o oceano velho a abrir a boca numa
gruta que assusta as crianças e os homens que conhecem
o mundo. eu sou o que não devia ser e rio, rio,
rio, porque sou puro, porque sou um pouco da alegria,
porque mil mãos e dez mil dedos me percorrem o corpo
e me beijam. entre mim e o meu silêncio há uma
confusão de equívocos que não entendo e não admito.
sou arrogante, porque sou do país em que inventaram
a arrogância. sou miserável. que sei eu? sou um viajante
com destino traçado, como o fumo deste cigarro que
desaparece indeciso e já esqueceu de onde veio. e rio,
rio, rio, perdido e desalmado, de dentes sujos e quase
doente, porque a minha é esta esperança e esta vontade
de nascer em cada manhã, em cada rosto, em cada
fósforo aceso, em cada estrela. rio, rio, rio, porque meu
é o amor e o luto e a fome e todas as coisas
que fazem esta vida que não entendo e persigo.
eu sou um homem vivo a sentir cada pedra,
eu sou um homem vivo a sentir cada montanha,
eu sou um homem vivo a sentir cada grão de areia.
desordenadamente, eu sou alguém que é eu sem o saber,
entre mim e o meu silêncio há um desentendimento
esculpido nas flores e nas nuvens, rio, rio, rio,
eu sou a vida e o sol a iluminar-me.
*José Luís Peixoto – A Criança em Ruínas, Quasi
p.41 – entre mim e o meu silêncio há gritos de cores estrondosas
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O Problema Mário Crespo... apanhado do Blog "Corta Fitas"
Opiniões que tornaram Mário Crespo um 'problema' (VII) - link do post
Portugal visto de fora...
“Portugal has been in political crisis since the Maoist-Trotskyist Bloco won 10pc of the vote last year. This is rapidly turning into a market crisis as well as investors digest a revised budget deficit of 9.3pc of GDP for 2009, much higher than thought. A €500m debt auction failed on Wednesday. The yield spread on 10-year Portuguese bonds has risen to 155 basis points over German bunds.”
Do Telegraph.
Congresso das Açordas

Congresso das Açordas
DE 5 A 7 DE MARÇO ‘ 2010, o Congresso das Açordas é um evento que pretende valorizar um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia alentejana – a Açorda, assumindo-se como um fórum, um espaço de partilha e debate, sobre o nosso património gastronómico.
O Congresso das Açordas é um evento que pretende valorizar um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia alentejana – a Açorda, assumindo-se como um fórum, um espaço de partilha e debate, sobre o nosso património gastronómico.
Associado ao Congresso das Açordas, a Feira Gastronómica e de Produtos Regionais, onde é possível provar as “mil e uma açordas” que Portel tem para oferecer, são iniciativas que atraem milhares de visitantes.
Exposições, concursos, fado e o cante tradicional preenchem os dias e as noites do Congresso das Açordas.
Quer ver mais, vá ao Facebook e procure o evento:
Congresso das Açordas
"Açorda, Alentejo, Alqueva, Gastronomia, Portel, Cultura, Festa"
Festival
Início: Friday, March 5 at 10:00am
Fim: Sunday, March 7 at 11:00pm
Local: Portel
Outros Links:
www.cm-portel.pt
www.portel.pt
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O que fazer no Luxemburgo #029 - semana 5 & 6 de 2010
- 28-03-2010 - magnetic spring session: Phoenix - Indie Pop
- 07-05-2010 - LCD Soundsystem - Punk / Funk
- 23-06-2010 - The Temper Trap - Indie / Rock
- 16-04-2010 - -M- Matthieu Chedid - Rock / Pop
Letra
Make your escape, you’re my own Papillon
The world turns too fast, feel love before it done
It kicks like a sleep twitch
My Papillon, feel love when it’s done
It kicks like a sleep twitch !!
Darling, just don’t put down your guns yet
If there really was a God here
He’d have raised a hand by now
Darling, you were born but you will die here
Oh that’s quite enough for me too,
We’ll find our own way home somehow.
No sense of doubt, for what you can achieve,
I’d help you out, I’ve seen the life you wish to lead.
Well it kicks like a sleep twitch
You will choke, choke on the air you try to breathe
It kicks like a sleep twitch
Darling, just don’t put down your guns yet
if there really was a God here
He’d have raised a hand by now
Darling, you were born but I’m gonna die here
Well that’s quite enough for me too
We’ll find our own home somehow
It kicks like a sleep twitch
It kicks like a sleep twitch
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A ler: A raça do alentejano - não resisti
in maisevora.blogspot.com
A raça do alentejano
A raça do alentejano?É, assim, a modos que atravessado.
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.
Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie";
dos pretos, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida;
dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas;
dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos;
dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós;
dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto;
e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.
O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.
Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.
É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus:
nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.
Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».
E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?
Era um descanso.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Brinquedo de Luxo: nave aerosubmarina, a 'Necker Nymph'

Transportes
Virgin lança o seu primeiro “avião aquático”
Cristina Barreto
02/02/10 15:30
Numa fase inicial, o seu "avião aquático" poderá descer a 40 metros de profundidade, mas no futuro o objectivo é que atinja os 11 mil metros para poder explorar o oceano a uma profundidade nunca antes alcançada.
"É como um avião que voa no mar", explicou o milionário Richard Branson ao 'The Sun', adiantando que o prototipo custou cerca de 415 mil libras (473 mil euros).
Este é o segundo "brinquedo" de luxo anunciado pelo empresário em menos de dois meses, depois de em Dezembro último ter apresentado a sua primeira nave espacial para turistas, que em troca de 125 mil libras (142 mil euros) permite, em duas horas e meia, percorrer 100 quilómetros no espaço e desfrutar de cinco minutos de gravidade zero. Esta sua viagem espacial conta já com 300 reservas.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Crónica luxemburguesa - Jornal Contacto
Crónica: Eugène Ruppert, um luxemburguês na China
do Jornal CONTACTO - O Blogue de CONTACTOMaria Januário (rubrica de civilização, cultura e língua luxemburguesas, publicada na segunda e na quarta semana de cada mês; Próxima publicação: a 10 de Fevereiro)
A ler antes que seja censurado ou desapareça: O artigo de opinião de Mário Crespo
O artigo de opinião de Mário Crespo 
01.02.2010 - 14:21
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.
Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
A Criança em Ruínas, José Luís Peixoto – p.34
*José Luís Peixoto – A Criança em Ruínas, Quasi
p.34 – ninguém

