segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Emigrantes enviaram menos 300 milhões de euros para Portugal

in abola.pt

O primeiro semestre de 2009 foi, pelo menos, o pior dos últimos 14 anos. As remessas de dinheiro que os emigrantes enviam para Portugal caiu cerca de 300 milhões de euros, face aos valores habituais antes de a crise tomar conta do quotidiano de toda a gente.

Segundo os dados do Banco de Portugal, que o i cita, as poupanças enviadas por portugueses a viver no exterior caíram 8 por cento e são agora de cerca de mil milhões de euros – 5,5 milhões de euros diários, sublinha o jornal.

A crise é apontada como um dos principais factores para a contracção. Mas os especialistas têm outras explicações na manga: a entrada em vigor da directiva da poupança e o facto de Portugal ter vindo a perder força como país de emigração.


A Lei de Murphy

in wikipedia

A Lei de Murphy é um ditado popular da cultura ocidental que afirma que "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". "Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em conseqüências indesejáveis, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la". A Lei de Murphy é comumente citada (ou abreviada) como "Se algo pode dar errado, dará" ou ainda "se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira possível, no pior momento possível".

domingo, 30 de agosto de 2009

A carteira do alentejano (via MaisÉvora)

Pedro Ferro, in Público, 4 de Setembro de 1993 (via Mais Évora)

"Muitos teimam em ver no Alentejo uma terra árida de religião, sem a capacidade da fé o chamamento do misticismo. É falso. O alentejano tem a fé dentro de uma carteira de plástico. O alentejano é o único ser do mundo que, sem conflitos existenciais e ideológicos, é capaz de trazer na carteira, ao lado do Bilhete de Identidade e da licença do rafeiro, o cartão do Partido Comunista e uma gravura de Nossa Senhora das Relíquias.

Abrir a carteira do alentejano é descobrir-lhe a própria alma. E desvendar-lhe as entranhas. Na carteira do homem das planícies está, como rã dissecada no mármore de bioquímico, a revelação de uma fé maior. O alentejano acredita "haver alguém a mandar nisto tudo" - e alarga o gesto a abraçar o mundo. Mas Deus não é para ele figura de altar. Deus é o que o alentejano sabe estar no crescimento do trigo e na fartura do azeite. Sóbrio em tudo, também na relação com o metafísico, o alentejano é avaro de exteriorização. Deus: questão que o alentejano tem consigo mesmo. O alentejano privatiza Deus, carrega, sem espectacularidades, uma religiosidade cósmica e, sobretudo, instintiva. Qualquer coisa que vem dos abismos do tempo.

Ironizava Manuel da Fonseca, nos anos 40, que os homens do Alentejo não entravam na igreja "só por serem obrigados a tirar o chapéu". O alentejano não sabe rezar, nem aprendeu a benzer-se. Em vez disso canta. A única missa a que os homens fazem questão de não faltar é a do Galo, na noite de Natal, mas só "para ouvir os cantores". Ainda pelo Natal, os alentejanos cantam "ao menino". Depois dele, vão de porta em porta cantar "os reis".

Manuel Ribeiro plantou no romance A Planície Heróica um padre a quem os paroquianos só pedem que "trate da sua courelazinha de trigo". Há alguns anos, em Serpa, a procissão fez-se sem padre. Em Beja, o bispo queixava-se ao Diário do Alentejo de ter "a mais pobre diocese do país". O seminário local está às moscas. Para a Igreja o Alentejo é ainda "terra de missão".

Mas os casais casam catolicamente e gostam de baptizar os filhos. Respeitam os santos, a Igreja e as suas manifestações. No entanto, recusam-se a "embarcar na conversa de padres". Ir à Igreja é "coisa de mulheres". E, mesmo estas, indo à missa mais do que meia dúzia de vezes por ano, passam a integrar o rol da "beatagem". O rebanho das "mal governadas", que, "em vez de tratarem da casa, não se tiram debaixo das saias dos santos". O maior azar de um marido, depois de mulher adúltera ou de "mau governo", é casar com uma beata.

Contudo, durante a guerra colonial, o Santuário da Senhora d'Aires, em Viana do Alentejo, encheu-se de ex-votos. A Nossa Senhora da Conceição recebe anualmente milhares de peregrinos em Vila Viçosa e os agricultores dos campos de Mértola e de Castro Verde acendem velas a Senhora de Aracelis, milagreira da chuva.

Há procissões em todas as aldeias. As mulheres integram o cortejo, com vestidos estreados, e os filhos, pela mão, trajados de anjinhos: os homens ficam aos cantos. Tiram o chapéu à passagem da padroeira e seguem depois o desfile atrás da música.

Por instintos que a história lavrou, o Alentejo desconfia da Igreja. Afinal, na lonjura dos séculos XII e XIII, o corcel cristão da chamada Reconquista deu à cruz a forma de uma espada. E, na centúria de seiscentos, a Inquisição de Évora foi, de todas, a que mais lenha juntou para os autos-de-fé. E ainda recentemente, durante o Estado Novo, a Igreja pouco terá feito para se demarcar dos velhos senhores das herdades e das vilas.
"

Música - Ornatos Violeta

A Dama Do Sinal

Ornatos Violeta

A dama do sinal,
Não olha para mim como era normal!
O guarda errou em pô-la no chão,
Onan procura canção,
Mas nada indica que eu vá por fim dar paz à minha mão.
Patrícia pensa igual,
Acerca do que é para nós fundamental.

Bastava um dia pra mostrar quem sou,
Embora ignore agora com quem vou.
Mas vejo um fim tão mau não vês que em mim tudo é maior?
Hoje o desejo amanhã nasce o ódio em mim,
Tudo é maior!

À uma e meia da manhã,
Chega o comboio à nação!
Eu vou pra casa vou ligar a televisão,
No vigésimo sexto canal.
Falará PJ um espanhol divinal.
A dama espera pelo fim do peep-show;
Perguntará se eu tenho alguém,
Perguntará quem é que eu sou,
Perguntará se o faço bem.

Bastava um dia pra mostrar quem sou,
Embora ignore agora com quem vou.
Mas vejo um fim tão mau não vês que em mim tudo é maior?
Hoje o desejo amanhã nasce o ódio em mim,
Tudo é maior!

A dama do sinal,
Já vai há coisa de um mês e tal
Que eu não a vejo entrando num bar!
Mas ela vai voltar,
E eu vou dizer que a noite é mais quente à luz do seu olhar.

sábado, 29 de agosto de 2009

Steps recommended ...

1. Don't let your annoyance show. "Calling someone a control freak, or getting visibly irritated when he leans on you, will only make him think he needs to keep an even closer eye on you," Bernstein says.

And don't even think about trying to discuss the problem: "Forget trying to talk a micromanager out of being one. Even seasoned therapists have trouble convincing the control-obsessed that their behavior might be causing more problems than it's solving."

2. Use reassurance, not recrimination. Take the time before a project begins to get a clear and concrete outline of what your boss wants, when he wants it, and how he wants it done. "Take copious notes," Bernstein says. "There are two reasons for doing this. First, if you look as if you're taking his instructions seriously, he'll worry less about you making 'mistakes.' " And second, if you establish - in writing - a specific, measurable result to be delivered at a specific time, it will come in handy later on when your boss tries to control the process - which of course he will.

3. Give progress reports before he asks for them. "Nothing allays a control freak's fears like excess information," says Bernstein. "Remind him that you are taking the project as seriously as he does."

4. When your boss tries to control your work, ask if this means the end product has changed. This is where you whip out your notes from that initial meeting. "Treat attempts to control the process as requests to change the end product," says Bernstein. "If the ultimate goal isn't affected, why change the process?"

"Needless to say, for this strategy to be effective, you need some history of delivering the goods," he adds. You and your teammates have such a history, right?

5. Keep up the good work. According to Bernstein, if you follow these steps several times - once is not enough - and actually do what you say you're going to do when you say you will do it, your boss will become less worried about your performance and go off to fuss over somebody less responsible.

Meantime, try not to overreact to your wacky boss, Bernstein cautions. "People often respond so viscerally to an over-controlling boss because of their own inner teenager - you know, that voice inside that reacts to overbearing authority with, 'You're not the boss of me,' " he observes. "It's a sort of knee-jerk resistance to arbitrary or unreasonable control." That voice is louder in some folks than in others, he notes, but "I always counsel people not to let their inner teenager make career decisions for them." Noted.

Leituras: A Vida Eterna


Savater, Fernando
Em pleno século XXI, época tecnológica e presumivelmente materialista, as crenças religiosas voltam a estar no centro do debate ideológico e político. Despertam paixões, comovem multidões, endeusam certos líderes e provocam atentados terroristas. Os partidários da ciência pura e dura escandalizam-se; outros, em contrapartida, consideram que é indispensável uma qualquer espécie de fé sobrenatural para se poder suportar a vida e, acima de tudo, a certeza da morte. Este livro trata da religião ou, antes, das religiões: em que consiste acreditar, em que acreditamos ou não acreditamos e que vínculo conservam estas crenças com a mais importante e central de todas - o anseio pela imortalidade. Contudo, fala-se também da verdade, da diferença entre credulidade e fé, das vias não dogmáticas do espírito, das implicações políticas próprias das ortodoxias fanáticas, do papel da formação religiosa na educação das democracias laicas, etc. E também - talvez mais do que tudo - de como é possível viver a fazer frente ao inevitável, sem concessões ao pânico nem excessos de esperança.
Apesar do anúncio (um filme contra os clichés sobre os portugueses) que passa presentemente nos cinemas do Utopolis ser no mínimo susceptível a reacções menos próprias, o intuito é a procura de famílias da comunidade portuguesa e de filmes amadores (feitos com a sua própria câmara de vídeo) para ajudar à criação do documentário.

O desafio parte da Samsa e pede-nos: "Mostrem-nos a vossa realidade!"
Os interessado, podem sempre contactar por telefone 4519601 ou por e-mail portugalfilm@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .



Projecto de Alta Velocidade em Portugal: valor de financiamento assegurado

in publico.pt

5,5 milhões de euros decididos no âmbito do programa de relançamento da economia
Comissão Europeia reforça apoios ao projecto do TGV em Portugal
28.08.2009 - 15h42
Por Luísa Pinto
A empreitada de ligação da Terceira Travessia do Tejo e a Estação do Oriente, em Lisboa, inserido na ligação em Alta Velocidade entre Lisboa e Madrid vai receber mais apoios comunitários do que aqueles que estavam previstos. São mais 5,4 milhões de euros num total de 27 milhões de euros desse investimento para "empreitadas preparatórias" daquela ligação.

A informação foi divulgada hoje pela RAVE e refere que o Comité Financeiro da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) aprovou em Julho um financiamento de mais 5,4 milhões de euros.
A verba que vai ser disponibilizada inclui-se no plano de Relançamento da Economia Europeia, lançado pela Comissão em resposta à crise económica e financeira que afecta a Europa. A candidatura apresentada pela Rave destina-se ao projecto “Empreitadas preparatórias para a implementação da ligação entre a Terceira Travessia do Tejo e a Estação do Oriente - Lisboa", da Ligação Lisboa – Madrid ( que é projecto prioritário nº3 das RTE-T), preconiza um investimento de 27 milhões de euros. O projecto foi submetido a uma avaliação externa independente e validada pela Agência Executiva da Rede ranseuropeia de Transportes e pela Direcção Geral de Transportes e Energia da Comissão Europeia, e foi seleccionado para financiamento com a taxa máxima de comparticipação de 20 por cento, a que corresponde o montante de 5,4 milhões de euros.

Segundo a Rave, “este financiamento faz parte do programa das Redes Transeuropeias de Transportes para o ano de 2009”, e permite que, com a atribuição deste apoio, o projecto de alta velocidade português tenha já assegurado o financiamento de 389 milhões de euros no âmbito da Rede Transeuropeia de Transportes. Esta decisão deverá ainda ser objecto de ratificação pelo Parlamento Europeu até 16 de Setembro.

Recorde-se que, além destes apoios, o projecto da Alta Velocidade português tem também assegurado o financiamento de 955 milhões de euros no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, através do Fundo de Coesão.

O actual governo anunciou a intenção de não tomar nenhuma decisão definitiva no âmbito destes projectos, que tem vindo a ser alvo de muita polémica e contestação, mas não fez alguma diligência para parar o projecto. A sessão de abertura das propostas para a concessão do segundo troço da linha Lisboa Madrid ( o troço Lisboa-Poceirao, que inclui a Terceira Travessia sobre o Tejo) está marcada para a próxima terça feira.

Inglourious Basterds - Official Trailer [HD]

Inglourious Basterds - Official Trailer 2 [HD]

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Movimento Alternativo Rock 2009




Temas:

01 - A ESTRANHA - A Espia A Outra E A Estranha
02 - ALF - Elefante
03 - ALUCINA - Lugar No Mundo
04 - BAR - Gajas (Num Só Dedo)
05 - BLÁBlÁBLÁ - A 2 Passos Do Abismo
06 - CINZA - Western
07 - MAÇA DE PRATA - Fruto
08 - NINFO - Será
09 - NERVO - Canção De Rádio
10 - ALF - Proposta De Viagem
11 - ALUCINA - Cacos De Identidade
12 - BLÁBlÁBLÁ - (Más)caras De Carne
13 - BAR - Diaphragma
14 - CINZA - Desejo A Rebentar
15 - NERVO - O Abutre
16 - NINFO - Trilhos
17 - A ESTRANHA - Misericordia
18 - MAÇA DE PRATA - Desabafo Da Menina

ps: faça aqui o download gratuito

Blitz: Os álbuns de estreia mais badalados do momento

In Blitz.pt

Segundo o Blitz estes são os albúns mais interessantes do momento: são as revelações anglo-saxónicas que vão marcar os próximos meses.

The xx - xx
Passion Pitt - Manners
Discovery - LP
Gary Go - Gary Go
The Big Pink - A Brief History of Love
Frankmusik - Complete Me
Paloma Faith - Do You Want the Truth or Something Beautiful?
Them Crooked Vultures - Never Deserved the Future
Pixie Lott - Turn It Up
Kid Cudi - Man on the Moon: The End of Day
Mr Hudson - Straight No Chaser
Drake - Thank Me Later
The Temper Trap - Conditions

Rua Sésamo explica crise às crianças

in jornal economico.pt

Televisão

Rua Sésamo explica crise às crianças

Cristina Barreto
26/08/09 15:30

O programa especial da Rua Sésamo contou com a colaboração de vários peritos em economia e relações familiares.

O programa especial da Rua Sésamo contou com a colaboração de vários peritos em economia e relações familiares.

Comunidade

A famosa série infantil "Rua Sésamo" vai emitir um programa especial nos EUA sobre a actual crise. O objectivo é explicar às crianças a razão pela qual os pais estão desempregados.

"Com uma taxa de desemprego de 9,4% nos Estados Unidos, são muitas as famílias que sentem de perto os efeitos da crise e nós queremos ajudá-las", afirmou Gary Knell, da Sesame Workshop, a produtora responsável pelo sucesso deste programa infantil.

Neste sentido, a produtora norte-americana decidiu criar um episódio especial dirigido às famílias que enfrentam dificuldades financeiras e que será emitido a 9 de Setembro no canal de televisão PBS, nos EUA.

Para além de ensinar as crianças a poupar e explicar as razões pelas quais muitas vezes os seus pais não podem comprar um brinquedo ou levá-los a jantar fora como era costume, este programa, segundo Knell, ajuda os pais a falarem mais abertamente com os filhos sobre as despesas da casa.

Com os famosos bonecos da Rua Sésamo e a colaboração de vários peritos em economia e em relações familiares foi possível criar um programa que aborda histórias reais vividas por várias famílias, "a quem a crise abalou fortemente, mas que continuam unidos graças ao amor que sentem uns pelos outros", acrescentou o mesmo responsável.